Mais uma vez começo meu texto contanto que passei excelentes dias na casa do amigo Diego e sua família em Xalapa (Veracruz) México, e de novo com aperto no coração e agora um uma apreensão maior, estava indo para o desconhecido e diferente-: o EUA. Mas neste dia passei na moto a não ser na hora que parei para conhecer as pirâmides astecas nas ruínas de Tajin, e continuo viajando não na moto mais sim no passado, como fizeram isso tudo qual tecnologia....qual o motivo pra tais construção, como viviam eles aqui....
2 horas depois voltei pra viagem na moto... rsrsrs e no fim do dia cheguei a cidade de Tampico no golfo do México, e nas primeiras horas do outro dia estava eu na estrada, e o norte do México já bem perto com a fronteira com EUA, não muda em nada da nossa América Latina, alias do sul da Argentina ao norte do México, praticamente somos 1 só com as mesmas realidades...
Cheguei à tão sonhada para muitos e temida por quase todos, a fronteira do EUA, passando a ponte que divide os 2 paises no lado do rio do EUA um grande área com vegetação pouco rasteira, pouco mais a frente seguindo a linha da fronteira uma estrada de terra, muitos postes com luzes e filmadoras, logo uma cerca imensa com arame farpado, elétrico, como prisão de segurança maxima, e uma fila de carros para entrar, logo passei na primeira guarita, o cara olhou os documentos e ligou anotou mil coisas e pediu pra estacionar num canto, próprio para revista de veículos, logo veio os policias que pediram para eu abrir as maletas, porém, deram uma olhada só por cima pra dizer que olharam, pois viram que venho de longe e não tenho cara de terrorista, dali me mandaram pra sala de imigração, lá um problema, mesmo com o visto eles pedem mil papeis, pois eles só seguem a regra que é para os mexicanos, e claro que eu não tinha os tais papeis, comprovante de residência, de trabalho..bla,bla,bla...
Eu carrego comigo um maço de cópias de todos os jornais e revistas que já saíram de minhas aventuras, e com um bom jeitinho brasileiro, muita conversa, provei que se eu não entrasse lá, ai sim eu ia perder meu trabalho.... então me deram um visto de entrada como trabalho.
E por incrível que pareça a moto não teve que fazer nenhum documento, dali sai com direção ao norte,
Ah! Eu querendo tirar uma foto da placa de boas vindas nos Estados Unidos, esta foi uma placa que não encontrei, os caras não querem mesmo que ninguém entre aqui, imagina em todos os paises que passei tinha a placa, mas aqui fica claro que o estrangeiro não é tão bem vindo...rsrs
No Estado do Texas passando pela cidade de Browsville, o choque foi maior do que eu esperava, impressionante as estradas, as pontes imensas construídas, mesmo sem necessidade, e outras tantas que passam por cima das cidade para que não pare a estrada, as lojas de carros com centenas de carros novos e usados, as imensas casas na beira da estrada sem uma cerca se quer, passei a primeira noite a uns 80 kms da fronteira, uma pequena cidade - Raymondville, e logo pela manhã segui sentido a Houston, e impressionado com as estradas, as cidades que passam por de baixo das estradas, e a cada cruzamento de estradas ou cidades, tem os “restaurantes”, na verdade os fast foods, eu achava que era mito os norte-americanos só comem lanches, e pude comprovar que é pura verdade e claro que tem restaurante comum, porém, não e tão comum quanto os fast foods, ah e sem falar que todas as cidade são construídas para andar de carro, praticamente não tem calçada e o comércio é tudo longe um do outro, com enormes estacionamentos, todos os comércios tem drive tour, imagina que você pode fazer as comprar de supermercado dentro do carro, caixa eletrônico para carro, ...
Chegando à capital do Texas, mais uma vez imagens impressionante das dezenas de pontes, umas sobre as outras, um destes lugares parei para tirar uma foto, e não tem como não imaginar que se juntar todas as pontes de todo um país como a Bolívia, não alcança aquela quantidade de ponte em apenas uma das entradas de uma cidade, e na terceira manhã nos EUA, bem cedo estava na estrada, agora sentido leste rumo a Nova Orleans, e não tem como eu não falar de novo das estradas pois passei por várias pontes que tinha mais de 20 kms sobre um pântano, sobre o mar, não importa pra eles onde vai ser feito a ponte o importante e fazer....
Cheguei no fim da tarde em Nova Orleans, e procurando um lugar pra dormir, por algum tempo pois os hotéis aqui fora de cogitação, todos custam mais de 150 dólares a noite, conheci um personagem de Nova Orleans, um dos cantores de rua que já viajou boa parte dos EUA em sua Harley Davison, tocando blues, e vive em um motorhome, numas das ruas da cidade e me convidou para passar a noite no sofá do seu trailer....
Caminhamos pela badalada noite da cidade e logo fomos dormir já que ele começa a tocar bem cedo.
Na manhã despedi de Stoker, passei pelo centro mais uma vez, tirei algumas fotos e segui viagem, estradas perfeitas, vento a favor 3 dias seguido, passei pelos Estados de Loisiana, Mississippi, Alabama, para chegar na Florida, passei a noite na capital da Florida Tallahassee. E 500 kms mais cheguei a Orlando pra conhecer os famosos parque temáticos, e com uma grande sorte conheci um personagem que me recebeu muito bem e na hora convidou pra ficar na casa dele, Carlos, brasileiro e claro que vive a mais de 8 anos aqui e sempre sonhou em fazer essa viajem...
Conheci a fomos Disney, e Universal Studios, realmente impressionam a tecnologia e os efeitos especiais...
E nestes dias troquei o óleo da minha moto, e quem trocou foi eu mesmo porque aqui o óleo e barato mas a mão de obra e muito caro, imagina pagar 80 dólar pra trocar um óleo e 2litros de óleo custa 8 dólares.
Ah! ninguém paga pra lavar carro por exemplo, existem locais como um lava rápido porém que lava é você... Já foram 150 dias de viagem, 23500kms, 14 paises.E confesso que viajar na América do Norte é como se eu tivesse pego uma nave e ido a outro planeta, a parte de tudo que e riqueza material as pessoas também são completamente diferentes da América Latina, e viajar do sul da Argentina ao norte do México eu me sinto como se estivesse em meu pais, mas aqui e bem diferente, não tem o calor humano que eu estava acostumado, e isso para mim é o mais importante da viagem, e o mais rico de uma nação, aqui sim me sinto sozinho, como todos aparentam por aqui.... De Orlando na Florida, EUA Mando um forte abraço a toda minha família amigos, e patrocinadores!!!!
Rodrigo Nunes – acesse meu site www.rodrigonunes.com.br